sábado, 20 de março de 2010

Luz no Horizonte


Casco podre de um navio que assiste ao lento suicídio do sangue no mar.
estranha flor ao vento, debaixo de uma lua que se faz foice.
Rasgo cada curva, contracurva, cada esquina desta vida num silencio sepulcral.
Toda a terra em meu redor se abre em fendas que me vão chamando a cada passo, o denso e opaco nevoeiro entra-me pelos ossos como um sabre que me estupra o ser e arranca de mim a força de viver.
Sinto o ribombar dos trovões tão longe e tão perto, que num áspero açoite atiram com meus ódios contra a parede.
Sozinho caminho em busca duma luz que não vejo no horizonte.

Sem comentários:

Enviar um comentário