terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sou




Sou o grito mudo que não ouves
O gosto amargo que não sentes
Brisa do mar em noite calma
Um sol quente em dia de verão
Sou a lágrima que cai de emoção
De um choro calado na solidão
De um riso alegre em noite escura
Sou uma vida só mas de alma pura…
Sou um doce amargo que ninguém quis
Triste, feliz… carinhoso, mas também ausente
Sou aquilo que não sonhei mas sempre quis
Um menino/homem tão inocente mas indecente
Esqueço o passado, sonho o futuro mas vivo o presente.
Sou um sonho inatingível
Uma quimera desejada
Sou um desejo impossível
Sei amar e não sou amado
Sou tudo isso, sou muito mais
Neste mundo de anormais
Vejo-me numa solidão cheia de gente
Vejo-me a mim unicamente
Vejo-me num futuro sem presente.
Vejo-me a mim como sou
E sou eu simplesmente...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ai...



Olha que Lua..
Olha que Mar..
De olhar triste e profundo e olhos raso de agua,
Neste dia em que a tristeza é senhora em mim, apenas consigo ver nesta noite a ideal para desaparecer.
No sereno, com a Lua como esmola e única companheira sem um aceno sequer, penso no quanto fui grande e hoje sou pequeno.
Fui cantor da Primavera e hoje a Voz cala todos os segredos e toda a dor da solidão que me apavora.
Ai.....
Se Deus soubesse o tamanho da minha tristeza, enviar-me-ia todo Amor que há na terra..

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Amar


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar, aqui... além...
Mais este e aquele, o outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém !

Recordar? Esquecer? indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
è preciso canta-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz foi para cantar!

E se um dia hei-de ser pó cinza e nada,
que seja a minha noite de alvorada, que me saiba perder... para me encontrar...


"Florbela Espanca"

(Des)conhecido


Deitado, a olhar o Sol no parapeito fico a ouvir a voz do desconhecido, a ouvir o que me diz o coração sobre a sombra fugidia do futuro, a sonhar com o mistério do que ainda não vivi.
Acorda me o medo deste escuro, sinto que o mundo me faz um aviso .
Quem sabe onde vou?
Quem vai esperar por mim um dia?
Por mais que levante a minha voz, por mais que leve a mão ao peito nada ganha um contorno preciso. Contudo não resisto a cantar quando estou triste e a chorar de alegria, assim sou eu, é esta a minha forma de encarar a vida...