
Recolho-me no silencio possível e deixo me ir na leveza sublime das memórias, percorro os caminhos da minha infância, cumprimentando com saudade aqueles que já partidos um dia me fizeram feliz, fujo como hoje, daqueles que me feriram e maltrataram ao me esquecerem.
Jogo ás escondidas com os maus momentos e subo as árvores com as doces lembranças de coisas que já não existem.
Rebolo com o meu cão por campos de verdes ervas perfumadas... Hum...
Bem -me-quer, mal-me- quer.. quem quer umas uvas acabadas de colher, lavadas na cristalina agua deste rio que nos lava até a alma?
Sinto a emoção e o frio na barriga de ajudar os pintos a nascer e a coragem de os matar depois de crescidos.
Jogo á malha, á macaca, ando de bicicleta até cair ,choro, rio á gargalhada, oiço o estalar da lenha no fogão que me seca a roupa depois das brincadeiras e me aquece o coração , tal como estas recordações.

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