sábado, 24 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Deixa o Mundo Girar
Quantas vezes vais olhar para trás
Estas preso a um passado que pesou
Quantas vezes vais ser tu capaz
Fazer sair quem por engano entrou
Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
A espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar
Olha em frente e diz-me
Aquilo que vês
Reflexos de quem conheces bem
Ouve essa voz, é a tua voz
Atenção e a razão que tens
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não podes parar nem tens nada a perder
Estas de passagem,
Não leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estas de passagem
Vai aonde queres
Ser quem tu quiseres
Estende a tua mão
De quem vier por bem...
Polo Norte 2005
segunda-feira, 29 de março de 2010
Olhar solitário
Hoje, o peso do mundo em meu peito quase me impede de respirar e acordar para um novo dia.
O espelho, devolve me um olhar profundo e terrivelmente solitário.
Quero acreditar que a felicidade vale a pena.
Quero ser capaz de dar me mais uma chance.
Refazer o meu mundo onde de forma alguma podem imperar as velhas sombras.
Preciso afastar de mim os Morcegos que acordam todas as noites para me roubar a tranquilidade do sono.
contornar esta negatividade que me invade e por vezes me faz pensar que até a morte me esqueceu.
Vou reunir os pedaços de mim, e travar a galopante velocidade da tristeza.
Preciso devolver a meu rosto o sorriso puro e espontâneo que o caracteriza.
sábado, 20 de março de 2010
Luz no Horizonte
Casco podre de um navio que assiste ao lento suicídio do sangue no mar.
estranha flor ao vento, debaixo de uma lua que se faz foice.
Rasgo cada curva, contracurva, cada esquina desta vida num silencio sepulcral.
Toda a terra em meu redor se abre em fendas que me vão chamando a cada passo, o denso e opaco nevoeiro entra-me pelos ossos como um sabre que me estupra o ser e arranca de mim a força de viver.
Sinto o ribombar dos trovões tão longe e tão perto, que num áspero açoite atiram com meus ódios contra a parede.
Sozinho caminho em busca duma luz que não vejo no horizonte.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Silêncio e tanta gente
Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar
Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou
Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer
Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou
Maria guinot (vencedora do festival da cancão da RTP em 1984)
Dedicada a Isabel Soares uma Pequena/Grande Mulher com o mais sincero agradecimento por cada minuto, por cada sorriso...
segunda-feira, 15 de março de 2010
Ao Luar
Quando me sento na varanda á noite
com a solidão em que sempre vivi
Minha garganta chama te em vão
E minha alma faminta corre pra ti.
Uma lágrima silenciosa
Percorre o meu rosto cansado
Passa em meu peito
Esconde se no meu coração apertado.
Vazio de ilusões
Milionário de sonhos já vividos
Recordo antigas paixões
Que fizeram vibrar meus sentidos.
Esta angustia de viver
Consome-me pouco a pouco
Este não parar de sofrer
Arrasta-me neste mundo louco.
Quero fugir de mim, não sei pra onde.
Talvez daqui pra lá do mundo
Onde o sofrimento se esconde
E deixar de sentir este mal profundo.
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