Há dias que vagueio só e triste,
Por entre o real de um sonho belo;
Mas o fado da vida não resiste ,
Despedaçando este meu apelo!
Porquê assim ? Eu sei que não mereço...
Eu sei que nada tenho... Nada sou...
Qual cinza apagada.... Por desprezo,
Que de um braseiro rubro resultou,
Sou aquele que todos ignoraram,
Sou aquele que todos vêem ... e não olham,
Para o meu inquietador sofrer...
Chora de dor o coração dilacerado,
Por se saber tão só ... Abandonado...
Sem um carinho... Sem um só Amor!

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