Sinto medo de dormir. Sinto medo de ter medo. Não quero mais atravessar as pontes que ligam ao passado. Tenho sonhos, pesadelos, pesadelos que me transportam lá trás. Lá ao tempo em que sozinho, indefeso, sem saber o que era a vida , vivia qual fantoche na mão dos adultos, na mão daqueles que ocupados com as discuções, preocupações e traições das suas vidas, só pensavam em si mesmos e me viam como mais uma "coisa" que tinham lá por casa... Senti me usado, vazio, triste.. Sinto que cresci sozinho, que criei um mundo próprio, que ME criei.... Tantas foram as vezes que gritei para dentro... Mas ninguem me ouviu, ninguem me viu... Tento beber a luz do presente Deixo o Rio correr... Mas existe a noite... Existe esta dor que sei de cor, existe a sina de quem nasce fraco e tem que tornar se forte.. Tento não ser assaltado por estes rasgos de memória. Memória má... Memória triste... Tento quebrar as grades do medo, mas não consigo.. Sinto me pequeno demais, fragil demais, sem forças.. Podéra eu esquecer... Podéra eu escolher... Podéra eu ter nascido de uma Arvore....
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Nascido de uma arvore
Sinto medo de dormir. Sinto medo de ter medo. Não quero mais atravessar as pontes que ligam ao passado. Tenho sonhos, pesadelos, pesadelos que me transportam lá trás. Lá ao tempo em que sozinho, indefeso, sem saber o que era a vida , vivia qual fantoche na mão dos adultos, na mão daqueles que ocupados com as discuções, preocupações e traições das suas vidas, só pensavam em si mesmos e me viam como mais uma "coisa" que tinham lá por casa... Senti me usado, vazio, triste.. Sinto que cresci sozinho, que criei um mundo próprio, que ME criei.... Tantas foram as vezes que gritei para dentro... Mas ninguem me ouviu, ninguem me viu... Tento beber a luz do presente Deixo o Rio correr... Mas existe a noite... Existe esta dor que sei de cor, existe a sina de quem nasce fraco e tem que tornar se forte.. Tento não ser assaltado por estes rasgos de memória. Memória má... Memória triste... Tento quebrar as grades do medo, mas não consigo.. Sinto me pequeno demais, fragil demais, sem forças.. Podéra eu esquecer... Podéra eu escolher... Podéra eu ter nascido de uma Arvore....
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

O que não nos mata torna-nos mais fortes...
ResponderEliminarE lembra-te, Não estás mais sozinhu amigo!
Eu estou Contigo!!!
Um abraço